Entrevista: Milton Hatoum e a arte do romance
26.07.2010 por Itaú Cultural
O escritor Milton Hatoum fala sobre a sua rotina de trabalho e de como surgem as primeiras ideias para a criação de um romance. Hatoum explica que só começa a escrever quando os conflitos principais de uma obra já se estabeleceram primeiro na sua imaginação antes de chegarem ao papel.
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Estudar a literatura contemporânea: padecer no paraíso?
1.12.2009 por Itaú Cultural

Horst Nitschack, Milton Hatoum, Felipe Lindoso, Leonardo Tonus e Pedro Meira Monteiro na mesa.
O lugar dos pesquisadores da literatura no exterior foi analisado a partir de perspectivas profissionais diferenciadas, na primeira mesa do II Conexões Itaú Cultural: Pesquisar a Literatura Brasileira Contemporânea – Padecer no Paraíso? Dos três participantes da mesa que trabalham em universidades latino-americanas, européias e norte-americanas, dois eram brasileiros, além do escritor Milton Hatoum.
As tradições acadêmicas diferentes informaram as abordagens dos debatedores. A situação institucional do pesquisador de literatura na universidade norte-americana informa a apresentação de Pedro Meira Monteiro, professor da Universidade de Princeton. Leonardo Tonus, brasileiro que trabalha na Universidade de Paris – Sorbonne, chamou atenção para os novos condicionantes institucionais impostos pelos acordos de Bolonha sobre o funcionamento da pesquisa e ensino universitários na Comunidade Européia e Horst Nitchack, alemão que trabalha no Centro de Estudos Culturais Latino-Americanos da Universidade do Chile, abordou a peculiar situação dos latinoamericanos de fala espanhola se verem de costas com a produção literária brasileira. Milton Hatoum, por sua vez, expressou algumas de suas perplexidades a partir da condição de escritor.
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Livro sobre Milton Hatoum é lançado na Suíça
22.10.2009 por Itaú Cultural

Albert Von Brunn, professor e pesquisador alemão que trabalha na Suíça lançou recentemente um livro de ensaios no qual trata exclusivamente dos romances de Milton Hatoum.
A presença do escritor amazonense na imprensa européia tem crescido substancialmente. Milton esteve presente em dois jornais parisienses. No Libération escreveu um artigo na seção “Olhares sobre a crise”, no qual expressa a opinião de que “tudo deve mudar para terminar com as desigualdades”. O Le Monde, por sua vez, há algum tempo publicou um artigo sobre o conjunto da sua obra, com fartos elogios para a escritura do autor amazonense.
Word Without Borders: Revista eletrônica promove a difusão de traduções
7.08.2009 por Itaú Cultural

A revista eletrônica Word Without Borders publicou dois textos de autores brasileiros em suas edições eletrônicas. O último número apresenta um trecho da tradução de Alison Entrekin do livro 1808 de Laurentino Gomes. Recentemente foi publicado um ensaio de Milton Hatoum sobre sua trajetória de descendente de libaneses, intitulado Brazilian Arabesques
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Tradução - Por Uma Política da Língua
12.12.2008 por Itaú Cultural
O escritor manauense Milton Hatoum tem seus livros traduzidos e publicados nos Estados Unidos e na Europa. Mas, ainda assim, o autor de Relatos de um Certo Oriente, Dois Irmãos (ambos vencedores do Prêmio Jabuti de melhor romance) e, mais recentemente, Órfãos do Eldorado tem consciência da dificuldade que a literatura brasileira encontra para se inserir em mercados estrangeiros. Uma dificuldade que, segundo ele, só diminuirá quando houver um investimento em uma “política da língua”.
Hatoum comenta, nesta entrevista, questões ligadas à tradução de sua obra para outros idiomas e à presença da literatura brasileira em outros países.
Você lida diretamente com os tradutores de suas obras?
Sim. Tenho uma correspondência direta com John Gledson, o tradutor do inglês, com a Ellen Watson, que traduziu, também para o inglês, meu primeiro romance [Relatos de um Certo Oriente], com a tradutora italiana, a alemã, a argentina. Nessa correspondência, esclareço dúvidas, muitas delas sobre expressões da Amazônia, por exemplo, que não são conhecidas nem em outras regiões do Brasil. E às vezes esclareço frases mal compreendidas – que podem vir a ser mal traduzidas. O português é muito mais maleável, muito menos retórico e preciso, do ponto de vista da sintaxe e da gramática, do que, digamos, o alemão. O autor brasileiro pode, por exemplo, não usar o pronome pessoal e, assim, o tradutor não sabe quem é o sujeito da frase. Leia mais »
A Criação de Personagens
12.12.2008 por Itaú Cultural
A construção de personagens da literatura é o assunto central dos programas de rádio que integram a série Escritor-Leitor – A Criação do Personagem, do site Itaú Cultural.
Nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Ruffato, João Silvério Trevisan, Bernardo Carvalho, Milton Haotum, Marçal Aquino, entre outros, falam sobre as criaturas literárias que habitam seus livros ou as páginas de outros autores.