O espaço do leitor na ficção é uma questão teórica que, para muitos autores, se apresenta de forma prática: um desafio a ser alcançado. Ao escrever, o autor tem em mente um “leitor ideal”, ou sua prosa de dirige a uma determinada categoria de leitores, que de alguma forma, estão presentes em sua ficção? Esses e outros temas relacionados são discutidos na mesa redonda dos escritores Cristóvão Tezza, Cíntia Moscovich e Bernardo Carvalho, mediada por Manoel da Costa Pinto, no Encontros de Interrogação.
Que livros e personagens o autor carrega para a criação?
A pergunta, que intriga - e divide - autores e críticos, é discutida em mesa com os escritores Alberto Mussa, Adriana Lunardi e Gustavo Bernardo, com mediação do contista Antonio Carlos Viana.
Autores há que argumentam que seus personagens nascem, quase espontaneamente, de sua vida interior. Outros, porém, reconhecem como evidente a influência de suas leituras, e as histórias dos personagens que nelas habitam, como um componente de seu processo criativo.